Consigo me comunicar com meus clientes?


"Vou fala uma coisa, diz se gosta. Diz mesmo se não gosta".

Quantas vezes se lê no Facebook ou em aplicativos de comunicação expressões como esta acima?

Talvez os jovens não percebam que comercialmente, a mensagem acima não é aceitável por não ser inteligível, embora até se consiga reconstruir a frase com o infinitivo dos verbos Falar e Gostar.

O mundo digital trouxe facilidades e o mundo melhorou sua comunicação. Tradutores, corretores eletrônicos de gramática, pontuação e até sintaxe, que estudam não só palavras, mas também quando ela é usada como elemento de uma frase que observa as relações de concordância, subordinação e ordem, frente a mesma frase escrita dentro das regras da língua Portuguesa: Vou falar uma coisa. Diga-me se gosta. Diga-me, ainda que não gostes!

Pela lógica, no mundo digital em que a gramática é automaticamente corrigida, a escrita deveria ficar mais fácil, o mundo deveria se comunicar melhor e os e-mails mais inteligíveis, não é mesmo?

Porém, os corretores automáticos ainda falham em perceber os erros de uma escrita sonora (escrever como se fala), sem se importar com a parte da gramática que estuda a disposição das palavras na formação da frase e destas em relação ao discurso: a sintaxe,

Em termos comerciais muitas vezes não se possui uma segunda chance de se causar boa impressão. Assim, seria interessante que os escritores se perguntassem sempre que escreverem um texto: Será que minha escrita exprime a relação lógica da minha ideia? Isso porque, segundo Victor Hugo:

Quando não somos inteligíveis, não somos inteligentes

O novelista, poeta, dramaturgo, ensaísta, artista, estadista e ativista Victor Hugo se referia aos discursos em que pessoas querem demonstrar inteligência e se tornam ininteligíveis por não possuir um nível de expressão didático e compreensível, o que, convenhamos, é fatal em uma negociação, afinal, segundo Charlie Happer,

A primeira impressão é a que fica. Depois vamos moldando as inverdades.

Interessante que os erros colhidos nos sites de relacionamento nem sempre tem origem no baixo nível de gramática do escritor e sim na força dos iguais que os americanos costumam classificar de Peer Appeal, referindo-se aos grupos de jovens de idade semelhantes que para obterem o senso de segurança e aceitabilidade em um grupo sofrem uma pressão invisivel para não se destacarem dentro dele, aceitando cometerem pequenos deslizes, delitos ou erros gramaticais para serem vistos como normais, algo como ter um código próprio, uma linguagem diferente daquela que os adultos usam.


Estas pressões tendem a murchar com a idade, mas por certo deixam marcas nos vícios dos erros gramaticais, como quando se usa o verbo na terceira pessoa do singular em lugar de usar o infinitivo que expressaria sua ideia: GOSTA ao invés de GOSTAR.


Algumas coisas marcam uma pessoa e, comercialmente falando, erros básicos na língua pátria são difíceis de se esquecer. Nem sempre é possível uma segunda chance de se fazer com que, aquilo que poderia ser uma inverdade manifestada em um erro de digitação, por exemplo, não seja visto como um erro adquirido por um vício de linguagem na juventude.


O que fazer sobre isso? Leia mais, para ganhar vocabulário e tornar-se mais culto. Quando escrever um texto ou e-mail, releia o texto com cuidado e veja se as pausas (virgulas e pontos) estão bem colocadas. Cuide de sua imagem e não deixe que sua carreira seja manchada por um deslize de juventude que ainda não teve tempo de ser corrigido.


Lembre-se, sempre é tempo para aprender!





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